API alerta para  iminente instabilidade profunda

30/08/2025 em Política

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API alerta para  iminente instabilidade profunda

A Aliança Patriótica Inclusiva (API-CABAS GARANDI) apela a resposta urgente e enérgica da parte da comunidade internacional, sob pena de o país entrar em  “a profunda instabilidade política e social no país”, defendendo que “a defesa da democracia e do Estado de Direito deve ser uma prioridade para todas as nações e organizações comprometidas com a paz e a justiça”.

No Comunicado à imprensa tornado público este sábado, 30 de agosto, a aliança dos partidos políticos na oposição composto na maioria dos antigos aliados de Umaro Sissoco Embaló denunciou  “plano de manipulação dos resultados eleitorais a serem implementado por atual governo”, que segundo a coligação ao consumar a iniciativa do regime no poder “seria um atentado grave a legalidade democrática já experimentada há quase 40 anos e dada as consequências negativas que do mesmo poderá trazer ao país”.

API descreveu que atual regime decidiu “unilateralmente” proceder a produção pela primeira vez de todos KITS das Mesas de Assembleias de Votos no país, assim como a simulação de um  concurso público para substituir todos os Presidentes das Comissões Regionais das Eleições, “numa altura em que restam menos de 90 dias para a data das eleições de 23 de novembro” e ainda numa altura em que todos os representantes dos candidatos, dos partidos e das coligações eleitorais deveriam preencher os seus lugares na CNE e nas CREs como manda o artigo 4º da Lei nº 12/2013, de 27 de dezembro.

De acordo com a aliança liderada pelo antigo Primeiro-ministro Baciro Dja o regime político no poder quer fazer tudo a correr, “sem envolver todos os atores políticos e a sociedade civil, interessados no processo, através dum dialogo inclusivo que levasse a consensos sobre estas questões imprescindíveis para assegurar a fiabilidade do processo eleitoral”.

“É inaceitável num Estado de Direito Democrático, o monopólio dum processo eleitoral de interesse nacional, por grupo que não importa com a legalidade e com os direitos dos outros. Diante destas situações graves e inadmissíveis”, lê-se no Comunicado de API – CABAS GARANDI que repudia “o comportamento do governo, e da CNE, por serem atentatórios a fiabilidade do processo das próximas eleições”. Pelo que exige “nulidade de  concurso aberto com o objetivo de substituir injustamente os Presidentes das CREs”, assim também, a inclusão imediata de todos os atores interessados, no processo da organização das próximas eleições legislativas e presidenciais, garantindo assim, “um processo livre, transparente e credível, conforme os princípios democráticos”.

A Aliança Patriótica Inclusiva responsabilizar  Umaro Sissoco Embaló e o seu governo de todas as consequências que possam advir destes comportamentos, e  apela a Comunidade Internacional “a exercer a pressão diplomática para desencorajar estes atos de sequestro e manipulação antecipada dos resultados eleitorais, reafirmando o seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da democracia na Guiné-Bissau”.

A Coligação quer que os Organismos Internacionais nomeadamente CEDEAO, CPLP, UNIÃO EUROPEIA, UNIÃO AFRICANA E AS NAÇÕES UNIDAS, enviem Missões de Observadores Internacionais das Eleições para acompanharem de perto os acontecimentos relacionados com o processo das próximas eleições simultâneas na Guiné-Bissau.

Por CNEWS

30/08/2025