Padre alerta para os riscos de radicalismo Violento

08/09/2025 em Segurança

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Padre alerta para os riscos de radicalismo Violento

O Vice-presidente da União Regional dos Padres da África Ocidental alertou para os riscos radicalismo e extremismo violento, considerando que “nos tempos de incerteza e tensões crescentes em várias partes do mundo, a Guiné-Bissau não pode ignorar os sinais de alerta”.

“O radicalismo e o extremismo violento são ameaças silenciosas que, quando negligenciadas, podem corroer os alicerces de qualquer sociedade. Numa nação marcada por diversidade cultural, religiosa e étnica, a vigilância e a prevenção devem ser coletivas e proactivas. Neste cenário delicado, a juventude, os líderes religiosos, a sociedade civil e a imprensa emergem como protagonistas na luta contra essas ameaças”, escreveu Padre Augusto Mutna Tamba na sua rede social Facebook esta segunda-feira, 8 de setembro.

 De acordo com o líder religioso, “a  juventude representa mais de metade da população guineense”, destacando na sua publicação que “o desemprego, a exclusão social e a falta de oportunidades tornam muitos jovens vulneráveis ao recrutamento por grupos radicais”.

“Mas essa juventude também carrega o maior poder de transformação. Com o devido apoio, educação de qualidade, formação cívica e acesso a oportunidades, os jovens tornam-se agentes ativos na construção da paz e na promoção de valores democráticos”, disse o sacerdote considerado que a   juventude guineense precisa ser ouvida, capacitada e imponderada para dizer “não  ao extremismo”.

Mutna Tamba ressaltou ainda que “num país onde a fé ocupa um lugar central na vida das pessoas, os líderes religiosos possuem uma autoridade moral inigualável. São eles que orientam, aconselham e influenciam comunidades inteiras. Quando esses líderes promovem discursos de tolerância, respeito mútuo e convivência pacífica entre as diferentes crenças, estão não apenas a cumprir sua missão espiritual, mas também a proteger a estabilidade nacional. A sua neutralidade política e o compromisso com a paz são indispensáveis”.

“As organizações da sociedade civil têm um papel crucial na formação de uma cidadania consciente. Elas atuam como pontes entre o Estado e os cidadãos, promovendo diálogo, educação para a paz e defesa dos direitos humanos. Num contexto de risco, o silêncio da sociedade civil é perigoso. É fundamental que estas organizações intensifiquem as campanhas de sensibilização, principalmente nas zonas mais vulneráveis, e que cobrem ações concretas do governo na prevenção ao extremismo”, anotou.

O padre é de opinião que “a mídia, quando livre e responsável, é uma aliada poderosa contra o radicalismo. Mas quando mal utilizada, pode se tornar cúmplice da polarização, do medo e da intolerância”.

Para o líder religioso o jornalismo guineense deve assumir seu papel educativo, informando com ética, desmentindo “fake news”, notícias falsas e dando espaço a vozes diversas que promovem a paz.

“ A imprensa precisa ser vigilante e os jornalistas bem pagos, mas também pedagogicamente bem preparados. A prevenção começa pela informação correta”, concluiu.

Por CNEWS

08/09/2025