REMPSECAO: "O país vive sob sombra de incerteza política "

21/09/2025 em Sociedade

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REMPSECAO: "O país vive sob sombra de incerteza política "

A Rede das Mulheres para Paz e Segurança no Espaço da CEDEAO saúda “o contributo de algumas organizações da Sociedade Civil, na promoção da paz, para uma Guiné-Bissau próspera”, sublinhando que “é impossível falar de desenvolvimento sustentável, de erradicação da pobreza e de melhorias nos padrões de vida, enquanto o país se vive sob “a sombra da incerteza politica”.

Na sua comunicação alusiva a data (21 de setembro), Elci Pereira Dias, a presidente da organização lembra que a data foi escolhida em 30 de Novembro de 1981, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) que aprovou uma resolução, pedindo ao mundo inteiro para realizar um “cessar-fogo global”, e um dia de “não-violência”, através da paz mundial, nos lares, nas comunidades e entre as Nações.

Desde então, de acordo com Elci Pereira “a data é celebrada por todos os países-membros das Nações Unidas, com o objetivo de consciencializar o mundo, sobre a necessidade de acabar com as guerras existentes, e cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim, que façam, também, algo a favor da paz”.

“Esta mensagem leva-nos a uma reflexão profunda sobre as maldades, o egoísmo e as buscas incessante pelas oportunidades alheias, esquecendo do valor essencial, chamado a vida”, disse a ativista guineense, ressaltando na ocasião que “sentimento este buscado por todos os povos do planeta, que animam o sonho de ver um dia a humanidade viver em paz, ainda que seja por um único dia”.

De acordo com a ativista ,“a Guiné-Bissau está a viver uma fase complexa da sua história, uma altura em que a situação politica e social deixa muito a desejar, pelo que é necessário um diálogo franco, permanente e construtivo, que requer o envolvimento de todos”.

“Desde abertura democrática, nenhum governo conseguiu completar o seu mandato. Golpes de estado, dissoluções de parlamentos e instabilidade politica, marcaram a nossa trajetória como Nação”, anotou.

Elci Pereira descreve na sua comunicação “a instabilidade politica” que disse ter privado os avanços necessários, e que segunda ela “tem interrompido e crescimento e mantido o povo refém”.

“A situação dos direitos humanos tem sido sistematicamente violada, onde os Direitos consagrados na Constituição da República não estão a ser respeitado. Relativamente ao funcionamento dos tribunais, deixam muito a desejar, porque os mesmos não correspondem com a expetativa da população, sendo a justiça um dos pilares fundamentais do estado de direito democrático”, descreveu.

A ativista apela aos atores políticos que priorizem “o diálogo”, pois, segundo a ela “o progresso do país está intrinsecamente ligado à estabilidade e ao respeito pelos direitos humanos”.

“Com a união de todos, podemos construir um futuro melhor, onde as crianças possam prosperar num ambiente seguro e justo”, concluiu.

Por CNEWS

21/09/2025