STJ: WANEP-GB apela à pacificação social

30/09/2025 em Sociedade

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STJ: WANEP-GB apela à pacificação social

A Rede Oeste Africana para Edificação de Paz (WANEP-GB) realça o papel do Supremo Tribunal de Justiça no alcance da paz social durante o processo eleitoral no país, tendo anotado que a crise política na Guiné-Bissau “ganhou novos contornos”, destacando a exclusão de duas Coligação política a PAI-TERRA RANKA e API CABAS GARANDI das eleições gerais de novembro próximo.

A posição da organização foi tornada a pública esta terça-feira, 30 de setembro, pela coordenadora nacional da rede sub-regional, Denise dos Santos Indique.

“Vivendo num país, onde a promiscuidade, a ganancia, a desigualdade social, a extrema pobreza, a ausência de responsabilização e a luta desenfreada pelo poder, vivida ao longo do tempo, proporcionou uma cultura de ódio e de intolerância com contornos políticos e sociais graves, a decisão do supremo tribunal, considerada pela maioria esmagadora dos Guineenses de aberrante, injusta, arbitrária e desproporcional, pode acelerar o caos e minar a paz social, gerando a incerteza e instabilidade”, disse.

A Ativista guineense considera “complexo e sensível”, o processo eleitoral em curso, tendo em contas os discursos que disse ser ‘musculosos e desencorajadores”. Neste sentido Dos Santos sublinha “o papel do Supremo tribunal de justiça observando a finalidade do direito é, e de deve ser, de promover a justiça e a pacificação social”.

“Aos juízes do Supremo Tribunal de Justiça que adotem uma postura equidistante, uma atitude isenta, corajosa e ética, que não se intimidem e nem submissos a agenda de ninguém, mas que, sejam guiados pela isenção e pela busca da justiça social na Guiné-Bissau”, apelou.

Denise dos Santos exorta ainda os juízes da corte suprema guineense que “as suas decisões sejam criteriosas e equilibradas, com base na razão e na lei, com vista a uma justiça que se aproxime na verdade e da lei, buscando a restauração das relações salvaguardando os superiores interesses da nação de forma pacifica”.

“Que obedecem apenas as leis e as suas respetivas consciências”, reforçou ainda tendo lembrando aos homens da justiça de que “esse exigente e complexo processo eleitoral requer uma conduta cidadã patriótica, pois, o futuro de mais de 2 Milhões de cidadãos guineenses depende largamente da sua boa e equilibrada decisão”.

Por CNEWS

30/09/2025