Guiné -Bissau: Antigos combatentes negam eleições com exclusão

08/10/2025 em Política

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Guiné -Bissau: Antigos  combatentes negam eleições com exclusão

Os antigos Combatentes da Liberdade da Pátria disseram que “não podem aceitar eleições”, com exclusão que consideram ser “premeditada” à margem dos princípios constitucionais da República, das Leis e “com tratamento desigual”.

A posição dos combatentes consta no Manifesto ao povo soberano da Guiné -Bissau, tornado público esta quarta-feira, 8 de Outubro, visando “a promoção de um processo eleitoral pacifico e inclusivo para a criação de um ambiente político de estabilidade e sossego no país”.

“Nós, Combatentes da Liberdade da Pátria, que dedicámos as nossas vidas e sacrifícios à conquista da independência nacional, não podemos permanecer em silêncio perante os graves sinais que se levantam no seio do nosso Órgão Supremo da Justiça”, lê -se no documento a posse de Capital News.

No manifesta, os antigos Combatentes contestam com indignação, que “alguns Juízes Conselheiros, em vez de se afirmarem como agentes da aplicação da Lei, aplicando apenas as normas jurídicas e julgando diante da sua consciência para fazer justiça – nada mais que justiça optaram por decisões seletivas e discriminatórias”, descrevendo que “na apreciação das candidaturas às eleições gerais marcadas para o dia 23 de novembro de 2025, excluíram liminarmente uns, incluindo preferencialmente outros, estabelecendo assim um tratamento desigual, ao contrário do previsto pela Constituição e pelas Leis”, destacando neste caso as Coligações PAI-Terra Ranka e API-Cabás Garandi, excluídas do processo.

Tal decisão, de acordo com os combatentes da liberdade da pátria, “além de frustrar a vontade de milhares de cidadãos eleitores, põe em risco a credibilidade, imparcialidade, transparência, o carácter livre, justo e inclusivo, bem como, o bom funcionamento do processo eleitoral, ameaçando de imediato e profundamente o ato eleitoral, que tem sido sempre, no nosso país, ordeiro e pacífico e, executado igualmente, com elevado nível de civismo e civilidade pelo povo guineense”.

“Esta conduta de alguns Juízes Conselheiros que aqui condenamos, carece totalmente de fundamento patriótico, constitucional, ético, moral e técnico- profissional. Configurando um verdadeiro atentado contra a vontade soberana do povo guineense”, sublinharam os veteranos da guerra.

No documento, antigos Combatentes lembram que “a Guiné-Bissau nasceu do sacrifício de milhares de filhos e filhas que tombaram para que hoje tenhamos liberdade, dignidade e democracia.”

Essa liberdade, de acordo ainda cm os veteranos da guerra “não pode ser usurpada por decisões políticas arbitrárias e muito menos pelas sentenças judiciais disfarçadas de política”, realçaram, tendo apelado por outro lado, a todas as forças vivas, patrióticas e nacionalistas da Guiné- Bissau, bem como a todo o povo guineense amante da paz e da estabilidade, “que se mantenham vigilantes, unidos, firmes e combativos. Porque, a democracia só pode existir se for defendida todos os dias”.

“E por isso DECLARAMOS E JURAMOS, de que, nós, os Combatentes da Liberdade da Pátria, estamos firmes e determinados para continuarmos ainda hoje, combativos na luta pela preservação da paz social na Guiné-Bissau, a Pátria de Cabral. Declaramos e juramos ainda, a nossa total disponibilidade para continuarmos sempre combativos, na luta pela criação de uma base sólida e condições políticas objetivamente favoráveis para uma governação deste país num ambiente de sossego e tranquilidade”, reiteraram, tendo garantido que “a Guiné-Bissau será sempre livre, justa e democrática”.

Por CNEWS

08/10/2025