Frente Social pondera paralisar educação e saúde

10/10/2025 em Sociedade

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Frente Social pondera paralisar educação e saúde

A Frente Social, organização que congrega dois sindicatos da Educação e Saúde, acusa o governo de tentativa de "descredibilizar" a luta sindical, lançando "falsas informações, que não terão sucesso", admitindo que "a Frente é dirigida por pessoas idôneas, responsáveis e descomprometidas com qualquer interesse pessoal, dedicadas exclusivamente à defesa intransigente dos legítimos direitos dos trabalhadores".

Posicionamento vem na sequência das declarações postas a circular nas redes sociais, tendo dirigentes da Juventude do MADEM-15 afirmado que o governo guineense teria liquidado todas as dívidas com os técnicos da Educação e Saúde.

A organização sindical considera "falta de respeito para com aqueles que escolheram ganhar o pão com dignidade e profissionalismo, recusando-se a enveredar pelo caminho da bajulação e das intrigas". A Frente Social lamenta o que considera "a postura de inverdade assumida por alguém que, apresentando-se como jovem, opta por mentir em busca do pão de cada dia".

"Essa declaração surge num momento em que a Frente Social decidiu chegar a um entendimento com o Governo, suspendendo a greve que estava decretada para iniciar no dia 13 do corrente mês, e também quando um grupo de 18 médicos novos ingressos, enviados pelo Estado da Guiné-Bissau para formação de especialização na Venezuela, realizou uma conferência de imprensa — amplamente divulgada nos meios de comunicação nacionais — exigindo o pagamento de 19 meses de salários em atraso", lê-se no Comunicado à imprensa da organização sindical.

Perante os fatos acima expostos, a Frente Social disse que "não pretende debruçar-se longamente sobre as dívidas existentes nos setores da Educação e da Saúde, porquanto tudo está claramente descrito no caderno reivindicativo e é do conhecimento de todo guineense atento e sério".

Contudo, a organização sindical entende ser necessário tornar público que "desde o entendimento alcançado com o Governo, na reunião negocial presidida por Sua Excelência Primeiro-Ministro, Senhor Braima Camará, no dia 01 de outubro de 2025, já decorreram dez (10) dias sem que este tenha cumprido qualquer ponto do acordo, exceto a criação da comissão negocial".

A Frente Social lembra que "concedeu benefício da dúvida ao Governo, mas caso este não cumpra as promessas assumidas na mesa negocial — e posteriormente tornadas públicas por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Senhor Braima Camará", esclarecendo que "reserva-se o direito de retomar a paralisação dos setores da Educação e da Saúde a qualquer momento".

A organização sindical exorta todos os seus associados "a não responderem a provocações políticas vindas de indivíduos sem noção de responsabilidade e sem consciência da importância dos setores da Educação e da Saúde", apelando a que "não desviem o foco, mantenham-se unidos, coesos e confiantes nas suas lideranças sindicais".

Por fim, a Frente Social reafirma a sua determinação em "usar todos os mecanismos legais disponíveis para defender os direitos e interesses da classe trabalhadora, perante qualquer regime ou governo".

Por CNEWS

10/10/2025