Frente Popular pondera convocar manifestação em eventual roubo eleitoral

19/11/2025 em Política

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Frente Popular pondera convocar manifestação em eventual roubo eleitoral

O Movimento cívico Frente Popular apelou cidadãos eleitores  a votarem  de “forma patriótica e consciente contra a ditadura, a violência, a fome, o medo e a mentira”, e acusa Umaro Sissoco Embaló de ser “autoritário”.

Na carta aberta tornada pública esta quarta-feira, 19 de novembro, o movimento cívico guineense alerta o povo "para rejeitar manipulações, panfletos ilusórios e promessas  vazias, e a preparar-se para defender, com firmeza e sacrifício se necessário, a sua vontade soberana”, reafirma que  convocará toda a Nação, dentro e fora do país, para resistir “a qualquer tentativa de roubo eleitoral no dia 23 de novembro”.

O Movimento cívico é de visão que “a Guiné-Bissau atravessa um dos momentos mais sombrios da sua existência como Estado Nação”, destacando “um país erguido pela coragem de um povo humilde e resiliente, que venceu o jugo colonial para conquistar liberdade e dignidade, encontra-se hoje encurralado por um regime autocrático, ditatorial e sanguinário, cujo mandato terminou no dia 27 de fevereiro”.

‘Os valores que sustentam a nossa República estão a ser esmagados diante dos nossos olhos”, lê -se na carta aberta aos cidadãos guineenses, frisado na missiva que “as eleições do dia 23 de novembro de 2025 não são apenas um ato eleitoral; são o julgamento moral de uma Nação. São o momento decisivo em que cada guineense terá de escolher entre a escuridão que nos oprime e a liberdade que nos convoca. Este dia será escrito na história como aquele em que decidimos erguer a cabeça ou permanecer ajoelhados”.

Para Frente Social “durante seis longos anos, vivemos sob terror, medo, desordem institucional, fome, autoritarismo, absolutismo, corrupção, culto de personalidade, mentira institucionalizada, repressão e violência gratuita. Sofremos uma tentativa sistemática de transformar o caos num modo de governação e a impunidade num sistema. Tudo isto executado por neofascistas disfarçados de políticos, cuja obra é a destruição da pátria que herdámos dos nossos heróis”.

“O tempo é grave. Não temos mais espaço para hesitações. A defesa da nossa dignidade coletiva exige agora entrega total e coragem inabalável. O país transformou-se num paraíso do crime organizado, numa prisão de ideias, num território sequestrado onde a vontade popular é confiscada, a democracia amordaçada e as liberdades fundamentais pisoteadas”, escreveu.

Na carta aberta, a Frente Popular recorda que ‘a luta pela República ultrapassa as eleições; é um compromisso  contínuo para reconstruir a Nação com base num novo contrato social, numa nova ética política e no poder real do povo”. Pelo que avisa as forças políticas que “se opõem à ditadura que o povo não tolerará mais manobras dilatórias, nem jogos de bastidores antes ou depois do pleito. O povo exige coragem, clareza e responsabilidade”.

O Movimento cívico liderado pelo Armando Lona exorta ainda as Forças Armadas “a cumprir o seu papel constitucional de guardiãs  da legalidade democrática, recusando qualquer ingerência no processo  eleitoral, sob pena de desencadear ajusta ira do povo que juraram proteger”.

Por CNEWS

19/11/2025