Liga denuncia violação de domicílios dos cidadãos

30/11/2025 em Direitos Humanos

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Liga denuncia violação de domicílios dos cidadãos

A Liga Guineense dos Direitos Humanos exige a Libertação imediata de Domingos Simões Pereira, Octávio Lopes, Roberto Mbesba, os restantes dirigentes políticos detidos, os magistrados do Ministério Público e os membros do Secretariado da CNE [Comissão Nacional de Eleições].

Na nota publicada na sua rede social Facebook este domingo, 30 de novembro, a organização dos direitos humanos disse que “a utilização da força para subverter a ordem constitucional costuma ter como alvo a hierarquia do poder instituído, os seus principais colaboradores nas áreas da segurança e da defesa, bem como os ministros que integram o núcleo restrito do Chefe de Estado”.

Contudo, de acordo com a Liga Guineense dos Direitos Humanos, “o alegado golpe militar de 26 de Novembro de 2025 rompeu todos os padrões conhecidos, inaugurando uma inédita e inquietante jurisprudência militar ao ordenar a detenção do líder do maior partido político do país e Presidente do Parlamento, de dirigentes de outras forças da oposição, de magistrados do Ministério Público responsáveis pela fiscalização do processo eleitoral e de membros do Secretariado da Comissão Nacional de Eleições”.

“Quatro dias após esta privação arbitrária da liberdade, os detidos continuam impedidos de receber visitas dos seus familiares e advogados, uma violação flagrante e gravíssima da Constituição e das convenções internacionais de direitos humanos”, lê-se. Neste sentido, a organização exige que o poder militar “crie, sem demora, as condições necessárias para que as autoridades de administração eleitoral possam exercer plenamente as suas funções e divulguem os resultados eleitorais sem qualquer interferência”.

A Liga exige ainda aos militares no poder que “ordenem a reabertura imediata de todos os órgãos de comunicação social encerrados ilegalmente”, e que “cessem imediatamente a invasão de domicílios de cidadãos efetuada sob o pretexto de buscas absolutamente ilegais e arbitrárias”.

Por CNEWS

30/11/2025