PAIGC exige da CEDEAO medidas “ríspidas” na próxima Conferência

10/12/2025 em Política

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PAIGC exige  da CEDEAO medidas  “ríspidas” na próxima Conferência

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) instou hoje (10.12), em comunicado à imprensa, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a adotar medidas “enérgicas” na próxima Conferência dos Chefes de Estado e de Governo, incluindo sanções individuais.

No comunicado divulgado à imprensa e assinado por António Patrocínio Barbosa da Silva, o PAIGC almeja que haja sanções individuais ou uso da força militar contra, aquilo que considera, os “golpistas”. Esta medida visa, segundo os libertadores, fazer com que sejam respeitados os princípios e os valores democráticos estabelecidos em matéria de democracia e boa governação, contribuindo desta forma para o regresso à normalidade constitucional.

No comunicado de duas páginas, o PAIGC teceu ainda várias críticas à atual situação do país, considerando o pseudo “golpe” de Estado do dia 26 de novembro.

"Apoiantes e próximos de Umaro Sissoco Embaló e do seu regime são as principais caras do Alto Comando e do Governo de Transição, incluindo as figuras que ocupam os cargos de Presidente e de Primeiro-Ministro", disse o partido liderado por Domingos Simões Pereira.

No entanto, mais de duas semanas desde a detenção de Domingos Simões Pereira, Octávio Lopes, Roberto M'Besba e Marciano Indi. E, o Partido Africano diz condenar com veemência as prisões “arbitrárias”, exigindo a libertação imediata e incondicional de todos os detidos.

À Comissão Nacional das Eleições (CNE), os membros da Comissão Permanente e do Bureau Político do PAIGC exigiram que a CNE anuncie os resultados das eleições presidenciais de 23 de novembro de 2025, com base nas atas de apuramento nos Círculos Eleitorais e nas Regiões onde decorreram as operações de voto.

"Exigir o retorno imediato dos militares aos quartéis, criando assim condições para a normalidade constitucional e a devolução do poder aos civis, legítimos representantes eleitos do povo", concluiu o PAIGC.

Por CNEWS

10/12/2025