CPJ pede fim da censura na Guiné-Bissau

20/01/2026 em Direitos Humanos

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CPJ pede fim da censura na Guiné-Bissau

O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) apelou  às autoridades militares da Guiné-Bissau que revoguem a ordem que proíbe conferências de imprensa e declarações públicas não autorizadas. A medida, tomada após o golpe de Estado de 26 de novembro, está criando um ambiente de mídia cada vez mais repressivo, publicou hoje a organização de proteção dos jornalistas na sua rede social Facebook esta terça-feira, 20 de janeiro.

"Em tempos de instabilidade política, a liberdade de expressão e o acesso à informação devem ser protegidos para garantir que o público possa tomar decisões cruciais sobre suas vidas", afirmou Muthoki Mumo, coordenador do programa África do CPJ.

A ordem do Comando Militar Superior, de 9 de janeiro, proíbe explicitamente a realização de conferências de imprensa ou declarações públicas não autorizadas, que ameacem a paz e a coesão social. Quem desobedecer será severamente repreendido.

Mesmo com medo, alguns jornalistas continuam a cobrir as notícias, desafiando as instruções da junta.

"Precisamos desafiar as instruções da junta para fazer jornalismo, caso contrário, estaremos apenas cobrindo a agenda deles", disse um jornalista guineense.

Outros repórteres disseram que as entrevistas e declarações do governo são sua única fonte de notícias.

"Fazemos nosso trabalho com medo e muitos de nossos colegas simplesmente ficam em casa por segurança", afirmou outro jornalista.

Por CNEWS

20/01/2026