Assassinato de Vigário: Pó di Terra diz conhecer os autores e mandantes

06/04/2026 em Direitos Humanos

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Assassinato de Vigário: Pó di Terra diz conhecer os autores e mandantes

O Movimento Revolucionário Pó de Terra classifica a morte do secretário-geral Vigário Luís Balanta como “execução política” e promete manter a luta. No manifesto tornado público esta segunda-feira, 6 de abril. O movimento afirma já ter escolhido um novo secretário-geral interino, identidade mantida em sigilo por “segurança estratégica”, e diz estar a recolher provas para atribuir responsabilidades. 

O movimento responsabiliza “milícias ligadas ao regime” pelo assassinato, alegando motivação política, e afirma conhecer autores materiais e mandantes, sem apresentar documentos publicamente. Denuncia ainda o controle do sistema judicial e pede “justiça das ruas” enquanto não houver imparcialidade institucional. 

A organização dirige apelos a jovens, mulheres, intelectuais, trabalhadores, camponeses, militares patriotas e à diáspora, pedindo união para o que chama de “segunda independência”. Também exorta a comunidade internacional a impor sanções e pressão diplomática, advertindo que a “paciência do povo tem limites”. 

No enquadramento político, Pó de Terra diz que a Guiné-Bissau está “sequestrada” por redes de crime organizado e negócios ilícitos, apresentando o conflito como resgate nacional. 

O movimento revolucionário promete vigilância permanente, denúncias contínuas e ação “com inteligência e prontidão”, sem detalhar métodos. 

Por CNEWS

06/04/2026