Organizações da Guiné-Bissau condenam ataques no Mali

05/05/2026 em Segurança

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Organizações da Guiné-Bissau condenam ataques no Mali

A Frente Popular e o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil condenam hoje, 5 de maio, a onda de ataques terroristas que atingiu o Mali na madrugada de 25 de abril.

No comunicado à imprensa, as organizações signatárias descreveram que a ofensiva coordenada atingiu diversas localidades malianas, incluindo a capital Bamako, Kati, o quartel-general das Forças Armadas, Mopti, Gao, Savaré, Kidal e outras cidades. O balanço aponta para um número alarmante de mortos e feridos, entre civis e militares, além de danos materiais e um clima de pânico generalizado.

As autoridades malianas confirmaram, em 27 de abril, a morte do Ministro da Defesa Nacional, General Sadio Kamara, durante um ataque à sua residência em Kati. Fontes apontam como responsáveis rebeldes tuaregues ligados à Frente de Libertação de Azawad e ao Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos.

As organizações da sociedade civil alertam que a dimensão e a coordenação da ofensiva elevam a ameaça a um patamar sem precedentes. A avaliação é de que há risco de desestabilização profunda do Mali e de alastramento da instabilidade por toda a região do Sahel e da África Ocidental.

As duas plataformas, que reúnem mais de 50 organizações sociais e cívicas da Guiné-Bissau, classificaram como insuficiente a resposta da CEDEAO e da União Africana. Para as entidades, as intervenções têm se limitado a declarações formais sem impacto concreto no terreno.

As organizações condenam de forma veemente os ataques que ceifaram centenas de vidas inocentes e deixaram um rasto de destruição. Expressam ainda solidariedade total, firme e inabalável ao povo maliano, que enfrenta uma das mais graves ameaças à sua soberania e existência.

A Frente Popular e o Espaço de Concertação apresentaram as mais profundas condolências às famílias das vítimas, partilhando a dor e o luto. Denunciaram e repudiaram energicamente a passividade da CEDEAO e da União Africana, exigindo resposta imediata, concreta e eficaz. Pedem a mobilização de um contingente africano para os territórios afetados, com mandato claro para restaurar a segurança e proteger as populações.

A sociedade civil condena também, de forma inequívoca, o recurso ao terrorismo por organizações ou potências que visam impor agendas de dominação territorial, militar, política ou econômica, e apela com urgência às autoridades de transição no Mali para que promovam um diálogo nacional inclusivo, sério e consequente.

“O objetivo é envolver todas as forças patrióticas no restabelecimento da ordem constitucional, na reconciliação nacional e na plena afirmação da soberania popular”, lê-se.

Por CNEWS

05/05/2026