Moradores de Canchungo criticam “aumento exorbitante” da energia elétrica

08/05/2026 em Sociedade

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Moradores de Canchungo criticam “aumento exorbitante” da energia elétrica

A  coordenadora do Grupo Kumpuduris de Paz de Canchungo, Beatchan Plentche, Djadja Djau, lamentou o aumento “exorbitante” do custo da energia elétrica no setor e apelou à intervenção urgente das autoridades para aliviar o custo de vida da população local.

A declaração foi feita à margem do “Bantaba di Paz”, encontro cívico realizado neste sábado, 9 de maio, em Canchungo. Djadja Djau defendeu que a comunidade precisa debater a crise energética no evento, devido à urgência do tema que, segundo a ativista, impacta diretamente o quotidiano dos munícipes.

“Vamos abordar as dificuldades de acesso à energia elétrica, que tem um preço muito elevado. Cada kilowatt custa 700 francos CFA. Por semana gastam-se 7.000 francos. Se o consumo ultrapassar 3 kilowatt a despesa chega a mais de 40 mil francos por mês”, afirmou Djadja Djau em entrevista à Rádio Bemba.

A ativista alertou ainda para a fuga de professores para o estrangeiro, situação que deixa as escolas públicas com insuficiência de técnicos de educação. Neste sentido, apelou à criação de políticas públicas de retenção de quadros.

“O roubo de gado é um problema que assola o setor de Canchungo. Também neste momento temos insuficiência de professores nas escolas públicas”, descreveu a ativista que apela o governo a afetar meios à polícia da ordem pública local.

Djau sublinhou a necessidade de uma boa relação entre os servidores públicos e a população para garantir coesão e entendimento comunitário sobre os problemas que afetam Canchungo, no norte da Guiné-Bissau.

Por CNEWS

08/05/2026