Governo coloca polícia nas escolas para travar confrontos

30/06/2026 em Educação

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Governo coloca polícia nas escolas para travar confrontos

O Governo vai reforçar a segurança nas escolas públicas do país com presença policial e novos mecanismos de vigilância, para prevenir atos de vandalismo como o ocorrido esta semana na Escola Amizade China–Guiné-Bissau, na Estrada de Volta, em Bissau.

A informação foi avançada pelo Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Banjai, durante uma visita à instituição vandalizada por um grupo de alunos.

"Vamos ativar todos os mecanismos necessários para garantir um ambiente escolar mais seguro, disciplinado e propício ao ensino e à aprendizagem", lê -se na publicação da assessoria de imprensa do Ministério da Educação Nacional tornada pública esta terça-feira, 30 de junho.

Para Barros Bacar Banjai, segundo a nota, a escola deve ser "um espaço de formação, respeito, civismo e responsabilidade". O governante defendeu que comportamentos que afetem o funcionamento das aulas, a conservação dos bens públicos e a segurança da comunidade educativa devem ter "uma resposta firme, pedagógica e preventiva".

O ministro sublinhou que a segurança nas escolas públicas passa a ser uma prioridade do Ministério da Educação. Segundo ele, a estratégia inclui maior envolvimento das direções escolares, professores, alunos, pais, encarregados de educação e das autoridades competentes.

"Garantir escolas seguras é também garantir melhores condições para a qualidade da educação. Não pode haver bom desempenho escolar num ambiente marcado por indisciplina, destruição de materiais, intimidação ou ausência de responsabilidade coletiva", declarou.

Barros Bacar Banjai apelou aos estudantes para preservarem a escola, respeitarem os professores e assumirem uma postura mais responsável. Lembrou que os equipamentos escolares pertencem ao Estado e a sua destruição prejudica diretamente os próprios alunos.

O ministro defendeu que a resposta aos casos de vandalismo deve combinar "responsabilização, educação cívica e reforço da vigilância", para que as escolas sejam "lugares de paz, disciplina e aprendizagem".

Durante o encontro, o presidente da Associação dos Alunos pediu desculpas, em nome dos estudantes, pelos atos de vandalismo. O representante dos encarregados de educação também apresentou desculpas ao ministro, ao Governo e à Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, parceira da escola, e encorajou a punição dos responsáveis.

Por CNEWS

30/06/2026