REFERENDO: PNP convoca boicote por alegadas "falhas estruturais"

23/08/2026 em Política

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REFERENDO: PNP convoca boicote por alegadas "falhas estruturais"

O Partido Nossa Pátria (PNP) declarou que não reconhece legitimidade ao referendo constitucional convocado e apelou ao boicote por alegadas "falhas estruturais" do processo. Para a formação liderada por Mamadu Traualê, a abstenção é "um ato de cidadania" contra um processo imposto sem diálogo nacional e que desvia recursos de áreas urgentes como saúde, educação e segurança.

Em comunicado oficial nº 06/2026, emitido no sábado, 22 de agosto, o partido afirma ter feito "análise profunda" e concluído que o referendo "carece de legitimidade democrática e constitucional".

O partido aponta três falhas estruturais para sustentar a posição. A ausência de consenso nacional, e defende que uma consulta sobre o futuro do país deveria nascer de diálogo com forças políticas, religiosas, tradicionais e da sociedade civil, o que "tal não aconteceu".

O desrespeito aos princípios constitucionais. Segundo o partido, no comunicado, "o povo não foi devidamente informado, nem foram criadas as condições de transparência e equidade exigidas por um ato desta natureza".

O desvio de prioridades, apontou a formação política, tendo neste caso criticado que enquanto os guineenses enfrentam "graves problemas de saúde, educação, emprego e segurança", os recursos do Estado estão a ser canalizados para um processo que "não responde às urgências nacionais".

"o Partido Nossa Pátria apela a todas as guineenses e guineenses para BOICOTAREM o referendo constitucional", lê-se.

Para a formação política, "não votar é, neste caso, um ato de cidadania. É dizer NÃO a processos impostos, sem legitimidade e sem respeito pela vontade soberana do povo".

O partido reafirma o compromisso "com a democracia, com a Constituição da República e com a paz" e promete continuar a lutar por "uma Guiné-Bissau onde as grandes decisões sejam tomadas com o povo e para o povo".

Por CNEWS

23/08/2026