Maternidade de Gabú regista 496 cesarianas em dez meses

07/10/2026 em Saúde

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Maternidade de Gabú regista 496 cesarianas em dez meses

O Serviço de Maternidade do Hospital Regional de Gabú realizou 496 cesarianas entre janeiro e outubro deste ano. O dado foi revelado pelo diretor do serviço, Quintino Sambu, em entrevista ao Capital News, à margem do Fórum da Juventude que decorre na cidade de Gabú de 7 a 9 de Outubro.

O Fórum, que durante dois dias reúne organizações e defensores dos direitos das meninas e das jovens mulheres, decorre sob o lema “Pôr fim ao casamento infantil, à mutilação genital feminina e investir nos direitos das meninas”.

Segundo Quintino Sambu, apesar do elevado número de intervenções cirúrgicas, 99,9% das pacientes operadas apresentaram evolução positiva, um resultado que considerou um indicador favorável do trabalho realizado pela equipa médica.

O responsável apontou a mutilação genital feminina como um dos fatores associados à necessidade de cesariana, a par da idade avançada das mulheres grávidas, do início tardio ou da fraca frequência das consultas pré-natais e de uma alimentação inadequada durante a gravidez.

O diretor chamou a atenção para a continuidade da prática da mutilação genital feminina na região de Gabú, afirmando que os seus efeitos continuam a ser observados nos serviços de maternidade e constituem um risco direto para a saúde das parturientes.

Quintino Sambu apelou, por isso, às autoridades regionais e nacionais para reforçarem as medidas destinadas a pôr fim à MGF, considerando que a prática continua a representar uma ameaça grave à saúde e ao bem-estar das mulheres e meninas.

Sobre a situação do HIV na região de Gabú, o técnico de saúde manifestou preocupação com a persistência da doença entre a população, sobretudo entre os jovens e os homens. Defendeu o reforço das campanhas de sensibilização e prevenção como forma de combater a propagação do vírus.

Por outro lado, o responsável considerou que atualmente a Maternidade do Hospital Regional de Gabú apresenta melhores condições de funcionamento em comparação com anos anteriores, graças às intervenções do Governo e ao apoio de parceiros de desenvolvimento, com destaque para o UNFPA.

Por: Mamadu Dabo | CNEWS

Por CNEWS

07/10/2026