Crise na Guiné-Bissau: CEDEAO reforça Senegal como mediador

09/10/2026 em Política

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Crise na Guiné-Bissau: CEDEAO reforça Senegal como mediador

A Comissão da CEDEAO disse estar a acompanhar "de perto" a situação na Guiné-Bissau, após as Autoridades de Transição terem anunciado dificuldades para realizar as eleições presidenciais e legislativas marcadas para 6 de dezembro de 2026, e exigiu consultas amplas e inclusivas sobre o calendário eleitoral.

No comunicado emitido a partir de Abuja, Nigéria, com data de 8 de outubro, ao qual o Capital News teve acesso hoje (9/10), a organização oeste-africana reage ao anúncio feito pelas autoridades em Bissau, que colocam em causa a data inicialmente prevista para o regresso à ordem constitucional.

A CEDEAO apela diretamente às Autoridades de Transição para que "empreendam amplas consultas com os atores nacionais sobre o calendário eleitoral, de forma transparente e inclusiva", sublinhando que essa é a condição necessária para garantir um regresso "pacífico, inclusivo e transparente à ordem constitucional".

A Comissão exorta todas as partes a prosseguirem "por meios pacíficos e pelo diálogo construtivo".

A organização aproveita ainda para reiterar o seu "total apoio" ao mandato da República do Senegal como mediador designado pela Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo na 69.ª Sessão Ordinária, realizada em julho de 2026 em Freetown, Serra Leoa. Neste sentido, insta as Autoridades de Transição a empenharem-se plenamente no processo de mediação liderado por Dakar.

A CEDEAO reafirma a sua disponibilidade para continuar a apoiar a Guiné-Bissau "no processo de transição e na preparação de eleições credíveis, inclusivas, transparentes e pacíficas para restaurar a ordem constitucional e preservar a paz e a estabilidade".

Por CNEWS

09/10/2026