Sissoco Embaló:"Não haverá indisciplina na Guiné-Bissau"

21/01/2025 em Política

Compartilhe:
Sissoco Embaló:"Não haverá indisciplina na Guiné-Bissau"

O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló considera o líder do parlamento guineense, da Coligação PAI-TERRA RANKA e do PAIGC de ser “um golpista fugitivo”, admitindo que “não haverá indisciplina na Guiné -Bissau”, numa clara réplica ao Domingos Simões Pereira que alertara sobre o fim de mandato presidencial a 27 de fevereiro de ano em curso.

“Esta não é a primeira vez que Domingos Simões Pereira está a apelar ao povo guineense para sair a rua”, começou por dizer no âmbito após a deposição de Coroas de flores no mausoléu de Amura para assinalar 52 anos de assassinato de Amilcar Cabral, fundador das nacionalidades guineense e Cabo-verdiana.

Para o chefe de Estado o povo [guineense] gosta mais de dele [Presidente da República] razão pela qual elegeram-lhe, frisando que só vai sair através das urnas e disse ainda “quem tentar fazer golpe, pagará caro mesmo”.

As Coligações políticas na oposição, nomeadamente PAI-TERRA RANKA e Aliança Patriótica Inclusiva exigem o cumprimento de recomendações da CEDEAO para a saída de crise que se vive no país, uma vez que a luz dos instrumentos jurídicos nacionais, de acordo com Domingos Simões Pereira “o Presidente da República não tem competências legais de marcar nova data para presidenciais” , apontando que “era necessário três meses” para decretar a realização de escrutínio.

Em resposta esta segunda-feira, o chefe de Estado guineense disse que não foi a CEDEAO e nem as Nações Unidas que lhe colocaram no poder.

“Não haverá desordem na Guiné-Bissau e aquelas organizações sabem quem é Umaro Sissoco Embaló e quem não está de acordo com a data de 4 de setembro, pode recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça”, replicou

Capital News

Por CNEWS

21/01/2025