Mali: Protesto contra Assimi Goïta pelo fim da transição

23/01/2025 em Internacional

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Mali: Protesto contra Assimi Goïta pelo fim da transição

À medida que a transição política se arrasta, vários partidos políticos do Mali manifestam preocupação com a falta de clareza na agenda eleitoral. O discurso do Chefe de Estado, proferido em 31 de dezembro de 2024, deixou muitas zonas cinzentas, provocando uma reação firme de grupos políticos influentes.

Num comunicado oficial publicado em 22 de Janeiro de 2025 em Bamako, partidos como o M5-RFP Mali Koura, ADEMA PASJ, YÉLÉMA e PS Yelen Kura denunciaram a ausência de referência explícita às eleições nas observações presidenciais, recordam que a data inicial para o regresso à ordem constitucional, fixada em 2022 e depois adiada para 2023, permanece incerta.

“Quase quinze meses após este adiamento, o povo do Mali é mantido num limbo deliberado”, lamenta o comunicado de imprensa  ressaltando que  “esta situação, agravada pelas reformas unilaterais e pela ausência de consultas, alimenta um clima de instabilidade”.

As partes signatárias formulam várias exigências importantes, destacando “o estabelecimento de um quadro de consulta inclusivo entre o Governo e os atores políticos, a adoção de um calendário eleitoral antes do final do primeiro trimestre de 2025, e a organização transparente das etapas que conduzem ao regresso a ordem constitucional. Apelam também ao respeito pelas liberdades democráticas, incluindo a libertação de presos políticos, o regresso dos exilados e o fim das detenções arbitrárias”.

Embora a inclusão no orçamento de 2025 dos recursos necessários para as eleições seja bem-vinda, a ausência de um diálogo inclusivo e de um calendário preciso suscitou críticas. As partes sublinham que a atual incerteza agrava as dificuldades do povo maliano, confrontado com crises económicas e sociais.

Os signatários comprometem-se a prosseguir as suas ações por meios legais para garantir o retorno à ordem constitucional. Segundo eles, este passo é essencial para restaurar a confiança, fortalecer o Estado de direito e oferecer ao Mali uma oportunidade de superar os seus atuais desafios.

CNEWS/SENENEWS

Por CNEWS

23/01/2025