Data das eleições: Governo "advoga" para Umaro Sissoco

28/01/2025 em Política

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Data das eleições: Governo "advoga" para Umaro Sissoco

O governo guineense anunciou hoje, 28 de janeiro, a sua proposta para a realização das eleições gerais [ legislativas e Presidenciais] na Guiné -Bissau, apontando para 23 de outubro e 25 de novembro de ano em curso, uma posição defendida pelo Chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló a 9 de janeiro, no âmbito de cumprimento de novo ano às diferentes instituições do país. Isto no momento em que os partidos políticos da oposição exigem a reposição da normalidade Constitucional com término do mandato Presidencial a 27 de fevereiro.

“Por ser o ano do término do mandato do Presidente da República, as presidenciais deverão ocorrer no decurso do ano em curso, por isso há necessidade de organizar as duas eleições simultaneamente”, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Pinto Pereira, num encontro com o corpo diplomático residente no país,  o qual o governo justificou que apontou “as fortes dificuldades que o governo sentiu em organizar uma eleição legislativa, o que levou ao adiamento das eleições”.

Para o governante guineense, citando   o artigo terceiro, n°2 da lei eleitoral,  “caso das eleições legislativas e presidenciais não decorrerem da dissolução da Assembleia Nacional Popular e da vacatura do cargo do Presidente da República, as eleições realizam-se  entre  os dias 23 de outubro e 25 de novembro do ano correspondente ao termo da legislatura e do mandato presidencial”.

O governante pediu na ocasião organismos internacionais, a CEDEAO, União Africana, União Europeia e países amigos da Guiné-Bissau no sentido de apoiar a realização das eleições gerais almejadas pelo executivo guineense.

 De lembrar que o Líder da Coligação PAI-TERRA RANKA exortou recentemente ao Chefe de Estado guineense de que já perdeu as prerrogativas Constitucionais para marcar a data das eleições que segundo ele, deveria ser três meses antes de escrutínio.

Umaro Sissoco Embaló tomou posse em 27 de fevereiro de 2020, ato que ele mesmo considerou na altura “simbólica”, para um mandato de cinco anos.

Por CNEWS

28/01/2025