17 de Fevereiro: Luís Nancassa critica "desvalorização" do professor

17/02/2025 em Educação

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17 de Fevereiro: Luís Nancassa critica "desvalorização" do professor

 Neste Dia do Professor Guineense, o antigo presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), Luís Nancassa, afirmou que o professorado "perdeu respeito" na Guiné-Bissau, devido à “má política” do Governo guineense.

Em entrevista esta segunda-feira à CFM, alusiva ao 17 de Fevereiro, Luís Nancassa disse ainda que a profissão caiu no ridículo.

“Da forma que foi idealizada [o Dia do Professor], eu posso dizer que este dia seria uma boa coisa, e um bom reconhecimento aos professores, porque se hoje somos chamados guineenses, donos do nosso destino, é graças ao professor", assinalou.

"Mas no contexto em que vivemos hoje, até crianças que vendem amendoim ou banana nas ruas são mais respeitadas do que os professores", afirmou em sinal de descontentamento com a situação dos professores guineenses.

Luís Nancassa lamenta as condições em que os homens do ensino vivem e aponta à falta de política governativa para melhorar a situação.

“Porque quem tem que valorizar a classe docente é o Governo. Mas se o executivo não a valoriza nem consegue pagar salários aos professores, para que estes e suas famílias sobrevivam, é muito difícil sair desta situação", lamentou o primeiro presidente do SINAPROF.

Mas o professor já reformado diz que é preciso união no seio da classe.

“Os professores devem unir-se, independentemente de sindicatos que existem hoje no setor da educação. Devem falar a mesma língua para defender a classe docente, o sistema do ensino e o país.

Segundo Luís Nancassa, contrariamente ao que se diz, de que a celebração do Dia do Professor nasceu na sequência da morte do professor e combatente da liberdade da pátria, Areolino Cruz, a data foi criada após a decisão de abertura de escolas nas zonas libertadas, em 17 de fevereiro de 1964, durante a luta de libertação nacional, deliberada no final do primeiro congresso do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em 1964, em Cassacá, como forma de valorizar o ensino no país. E explica ainda o antigo sindicalista, o professor Areolino Cruz "era um dos redatores no congresso".

Por CFM

Por CNEWS

17/02/2025