Frente Popular:”Atitude de Sissoco não engaja o povo”

03/03/2025 em Direitos Humanos

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Frente Popular:”Atitude de Sissoco não engaja o povo”

O Movimento Cívico Frente Popular repudia aquilo que considera ‘a impostura de Sissoco Embaló de ameaçar a expulsão da delegação da CEDEAO/ONU, numa operação de desespero com o término do mandato”, e assegura aos parceiros da CEDEAO e Nações Unidas que “essa atitude impostora [do ex-presidente] não engaja o povo guineense”.

A posição vem expressa no comunicado à Imprensa tornado público esta segunda-feira, 3 de março, no qual Frente Popular reiterou que  “no dia 27 de fevereiro último, o mandato presidencial de Umaro Sissoco Embaló terminou, tendo o país entrado num período de interinidade, à luz da Constituição da República”.

“Vinculado à sua habitual postura de fuga em frente, Sissoco Embaló, de forma premeditada, recusou marcar eleições presidenciais no período previsto na Constituição da República, à luz do Artigo 66, por temer a evidente sanção eleitoral pelo povo guineense”, lê -se.

Para o movimento cívico, “Sissoco tentou condicionar a agenda da missão conjunta de bons ofícios da CEDEAO/ONU, que se encontrava no país para facilitar o diálogo em torno do calendário eleitoral, através de interferências diretas, selecionando com quem a delegação de alto nível devia encontrar-se e com quem não devia. Fracassado o seu intento, o homem mergulhou no oceano de frustração e recorreu ao teatro de sempre, com ameaça aos emissários da CEDEAO e Nações Unidas”.

Neste âmbito, Frente Popular encoraja a CEDEAO no Comunicado “a prosseguir com celeridade e pragmatismo os seus esforços de facilitação de diálogo político na Guiné-Bissau, aplicando, sem complacência, os dispositivos do seu Protocolo de Democracia e Boa Governação, por forma a travar o plano de golpe constitucional de Embaló, em prol da credibilidade da organização”.

“Felicitar a missão conjunta de alto nível da CEDEAO e das Nações Unidas que esteve no país para facilitar o diálogo com vista a encontrar solução à crise aguda provocada pela teimosia e irresponsabilidade do usurpador e ditador Umaro Sissoco Embaló”, anotou.

No mesmo comunicado, Frente Popular condenar com veemência os ataques que atribuí “aos milícias do regime caduco contra cidadãos, familiares, amigos e fãs do Américo Gomes, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira”, num ato que o movimento cívico disse ser “vergonhoso de desprezo pela memória do músico, cujas circunstâncias do desaparecimento físico ficam por se elucidar mediante a divulgação dos resultados da autópsia já realizada”.

De igual modo, o movimento cívico liderado pelo Armando Lona condena sem reserva, “o rapto de 4 jovens membros do Movimento Cívico Pó de Terra pelos agentes da Guarda Nacional e exigir a sua libertação imediata e incondicional”.

Frente Popular exorta as forças de defesa “a manterem-se equidistantes das arbitrariedades e violências, marcas do regime caduco liderado pelo ex-presidente Umaro Sissoco Embaló”, e lembra ao povo guineense que “a hora é de ação contra uma ditadura que o impede de viver em liberdade, paz e com dignidade, e não de diversão, pois o seu futuro depende intrinsecamente do seu engajamento firme na luta pela liberdade, democracia e prosperidade”.

O  movimento cívico guineense  reitera o compromisso “de responsabilizar criminalmente o Ministério do Interior por crimes de raptos, sequestros e espancamentos de cidadãos guineenses sob ordens de um regime sem tutela e sem legitimidade”.

Por CNEWS

03/03/2025