Moçambique: Selvageria política  supera a verdade eleitoral

06/03/2025 em Opinião

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Moçambique: Selvageria política  supera a verdade eleitoral

Qualquer forma de diálogo pressupõe troca de ponto de vista e respeito aos aspetos divergentes. Um diálogo sobre políticas deve ser bem estruturado de maneira que todas as partes tenham a oportunidade de contribuir. Além disso, ele também dever ter como foco um número limitado de questões que possam ser abordadas de forma realista.  Facto!

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, assinou  “um acordo político” com os partidos da oposição que visa pôr fim à crise pós-eleitoral, deixando de lado seu principal opositor, que “claramente” convenceu o público e a Comunidade Internacional ser “verdadeiro vencedor das eleições presidenciais “ tidas fraudulentas pela oposição e certas sensibilidades internacionais   (observadores eleitorais).

Assinar acordo com alisados e deixar potencial  adversário de lado, ilustra apenas “desarranjo mental” de um comediante travestido de político. Aliás, este tipo de comportamento de “selvageria” tem sido “mania” dos ditadores  africanos “marionetes da interesses externos “.

Esta quarta-feira, 5 de março, o regime político moçambicano aprovou mais um ato “criminoso” contra o povo soberano que apenas estava a exercer um direito de participação política. Facto desprezado pela comunidade internacional,  a CPLP, UA  e SADC  particular, a assistir “crime contra humanidade “ num [importante] estado membro por um regime político que ignorantemente “inferniza”  a vida da população.

No âmbito regional, “boa governação,  paz e a  segurança duradouras fazem parte de princípios de fundação da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral – SADC. Uma organização que assiste atrocidades e que se trabalha a par da CEDEAO [ Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] “protetores dos presidentes”.

Hipocrisia da União Africana

Uma organização dos países africanos cujo entre outros princípios no âmbito da melhoria da segurança, para além de encorajar a defesa coletiva, [a segurança] e a estabilidade dos seus membros. Uma hipocrisia total, hoje em dia, a África no seu todo, particularmente a população jovem preferem abandonar o continente para a europa “em busca de melhores condições de vida”, tudo pela ausência de políticas Públicas exequíveis a favor de emprego e profissionalização. As guerras que fustigam a vida dos africanos , exploração do homem pelo homem, sob égide de dirigentes “marionetes “ do ocidente.

Que resposta a União Africana tem perante seus ditos princípios  de “combate a   corrupção e as eleições injustas”, no momento em que maioria das eleições africanas são contestadas por falta de “credibilidade”  e os presidentes tendem permanecer “eternamente” no poder, aliás os regimes  e sistemas de ditadura não mudam, apenas as personagens.

Que mentira nos diga a União Africana com “frustrado” princípio de  ‘evitar conflitos entre os países membros e resolver quaisquer disputas que surjam rápida e pacificamente”, perante o conflito na República Democrática de Congo e situação dos Direitos Humanos no Sudão de Sul, e  Moçambique na Selvageria política.

“União Africana não tolera atos desumanos como genocídio”… Porcaria!

Mamandin Indjai

Por CNEWS

06/03/2025