Infalibilidade da CEDEAO e posições dos estados membros

07/03/2025 em Opinião

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Infalibilidade da CEDEAO e posições dos estados membros

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) é uma organização internacional que, embora tenha demonstrado um compromisso com a paz e o desenvolvimento na região, precisa urgentemente de uma revisão profunda dos seus processos e estratégias. Há muito tempo, os seus protocolos e princípios são desrespeitados por seus próprios membros, demonstrando uma falha significativa na aplicação de decisões. A CEDEAO, criada para promover a estabilidade e a integração económica na África Ocidental, tem, contudo, sido marcada por um sistema de ações ineficazes e falta de coerência nas suas políticas. Este cenário é particularmente evidente no caso da Guiné-Bissau, que tem sido constantemente tratada como um campo de ensaio geoestratégico para decisões que não correspondem à sua realidade social e política.

O ponto mais crítico do estatuto da CEDEAO, que nunca foi devidamente cumprido, é o compromisso com a democracia e o Estado de direito. A ausência de ações concretas diante das repetidas crises políticas na Guiné-Bissau mostra a ineficácia da organização em garantir a implementação de suas próprias normas. A CEDEAO frequentemente intervém em situações de instabilidade política, mas suas ações nem sempre são eficazes, e a mudança real no país continua sendo esquiva. A Guiné-Bissau, longe de ser um "campo de provas" geopolítico, merece uma abordagem mais focada nas suas especificidades, respeitando a sua soberania e as condições locais.

A CEDEAO deve revisar suas estratégias de intervenção, buscando maior clareza e eficácia nas suas resoluções. A atual forma de atuação, muitas vezes sem resultados tangíveis e com motivações externas, precisa ser repensada. A presença da organização em países como a Guiné-Bissau não deve ser vista como uma "dança" política, mas sim como um compromisso sério com a paz, a democracia e a construção de um futuro sustentável para todos os seus membros.

Suleimane indjai

Por CNEWS

07/03/2025