Sociedade civil “arrasa” regime de Sissoco

10/03/2025 em Política

Compartilhe:
Sociedade civil “arrasa” regime de Sissoco

O Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil da Guiné-Bissau exige o levantamento imediato da medida que considera “ilegal e inconstitucional” de suspensão da liberdade de manifestação.

No comunicado à imprensa, esta segunda-feira( 10.03), na posse de Capital News, o Espaço que congrega cerca de 40 atores não estatais aconselhou as forças vivas da nação “comprometidas” com a defesa da constituição e da legalidade, no sentido de reforçar a concertação e unirem esforços com vista ao retorno à normalidade constitucional.

O espaço que reúne aproximadamente 40 organizações  diz “repudiar” a marcação da data das eleições legislativas e presidenciais em “violação flagrante” da constituição e das demais leis em vigor no pais, encorajando a CEDEAO no sentido de aprovar “ sanções individuais contra todos os dirigentes políticos, Juízes e magistrados, assim como responsáveis das Forças de Defesa e Segurança, cujas condutas violem o quadro legal da CEDEAO, em particular o Protocolo sobre a Democracia e Boa Governação.”

A sociedade civil apelou  a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) a reformulação dos termos de referência da sua Força de estabilização na Guiné-Bissau, adequando-a aos interesses do povo guineense e não à proteção individual de um “ditador”.

“ Exortar a Comunidade Internacional, nomeadamente, as Nações Unidas, a União Europeia, a União Africana e a CPLP, no sentido de manifestarem publicamente os seus inabaláveis apoios à CEDEAO e a todos os esforços tendentes à resolução pacifica da grave crise politica despoletada pelo regime ditatorial de Umaro Sissoco Embaló no poder, à margem da Constituição da República da Guiné-Bissau”, lê-se na nota de duas páginas.

O Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil da Guiné-Bissau reiterou, por outro lado, o seu firme apoio às iniciativas da CEDEAO para a resolução da crise prevalecente, através de mecanismos de diálogo inclusivo com todos os atores relevantes do pais, Condenando, por conseguinte, com firmeza a “atitude irrefletida do Ex-Presidente da República em expulsar a Missão de Alto nível da CEDEAO no País”.

“ Responsabilizar o Ex-Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, pelas consequências imprevisíveis dos seus atos de afronta às organizações internacionais”, escreveu a organização.

Finalmente, O Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Civil da Guiné-Bissau chamou atenção ao “ Ex-Presidente da República”, Umaro Sissoco Embaló, pelas consequências imprevisíveis dos seus atos de afronta às organizações internacionais.

Por CNEWS

10/03/2025