OPINIÃO: QUE LEGADO ESTAMOS A CONSTRUIR HOJE?

31/03/2025 em Opinião

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OPINIÃO: QUE LEGADO ESTAMOS A CONSTRUIR HOJE?

Se o futuro de uma nação se reflete no cuidado que damos aos principais setores, é inevitável questionar qual legado estamos a construir. O desenvolvimento de um país não é um evento isolado, mas sim uma obrigação da população. A educação, a saúde, a economia e a justiça são os pilares sobre os quais se erguem sociedades fortes e resilientes. O modo como uma nação investe nesses setores determina não apenas a qualidade de vida da sua população, mas também a capacidade de enfrentar desafios e construir oportunidades para as próximas gerações.

Uma educação acessível e de qualidade garante cidadãos críticos e capacitados, capazes de contribuir ativamente para o crescimento do país. Um sistema de saúde eficiente assegura não apenas a longevidade, mas também a dignidade de cada indivíduo. Uma economia estruturada proporciona emprego e estabilidade, enquanto uma justiça sólida resguarda os direitos fundamentais e a segurança de todos. Se negligenciarmos esses direitos e comprometermos o amanhã, não basta sonhar com um país próspero. É necessário plantar as sementes desse futuro com ações concretas no presente. O desenvolvimento não acontece por acaso, mas sim pelo compromisso de cada cidadão.

Olhando para Guiné-Bissau, precisamos refletir profundamente. Estamos a construir um país onde os cidadãos tenham oportunidades reais de crescer e viver com dignidade, ou estamos a deixar um fardo pesado para as futuras gerações? O tempo presente é a nossa oportunidade de moldar um amanhã diferente. Se quisermos um futuro onde haja esperança e progresso, precisamos começar agora e cuidar dos setores fundamentais com responsabilidade e compromisso. Afinal, o que fazemos hoje determinará como seremos lembrados no futuro.

Educação negligenciada gera cidadãos sem ferramentas para transformar o próprio destino. Como podemos esperar inovação e progresso se os jovens não têm acesso a uma aprendizagem de qualidade? Como podemos aspirar a um país forte se a base do conhecimento é frágil?

A saúde, por sua vez, não deve ser um privilégio, mas um direito garantido. Uma população doente, sem acesso ao cuidado médico digno, dificilmente terá forças para erguer uma nação próspera.

Sendo assim, a minha grande pergunta permanece: Que legado estamos a construir?

Será que as condições de trabalho e as oportunidades no país permitem sonhar com um futuro digno aqui?

Ativista e estudante da ESE:

Joaninha Silá Delgado Pinto

Por CNEWS

31/03/2025