Docente Universitário defende uma política inclusiva

31/03/2025 em Política

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Docente Universitário defende uma política inclusiva

O Docente Universitário, Braima Camará, disse, nesta segunda-feira ( 31.03), que "os partidos políticos precisam colocar os interesses do povo à frente das disputas pessoais e ideológicas".

“ A Guiné-Bissau tem enfrentado desafios profundos ao longo de sua história”, começou por dizer em entrevista ao jornal Capital News, para analisar a atual conjuntura sociopolítica.

O  também ativista Social deixa entender que a política deve ser uma ferramenta de diálogo e construção, não de “confronto e divisão”, sublinhado que cada líder político tem a responsabilidade histórica de promover políticas que favoreçam a inclusão, o respeito à diversidade e a construção de um futuro comum.

O ativista Social estendeu ainda o seu comentário em relação aos sucessivos conflitos políticos, admitindo que as crises sociais e as incertezas económicas têm mantido o país em um ciclo constante de “instabilidade”.

De acordo com Braima Camará, não é mais aceitável que se priorizem as “ambições pessoais” em detrimento do bem-estar coletivo.

Camará afirmou, por conseguinte, que a Guiné-Bissau precisa de um compromisso com a estabilidade política e a paz, onde o debate seja saudável, a negociação seja constante e a justiça seja plena.

“ A Guiné-Bissau merece mais. Nós merecemos mais.  Um compromisso com a paz é o único caminho para um futuro próspero e digno para todos os guineenses”, afirmou.

O Docente não tem dúvidas que não se pode falar de paz sem mencionar a educação: “ A verdadeira transformação de uma nação começa com a educação de suas futuras gerações,” apontando um investimento sério no sector educativo, especialmente na educação de qualidade e na “formação de cidadãos conscientes e ativos, afirmando que só assim que é fundamental para evitar “conflitos futuros”.

Braima Camará apelou movimentos sociais, às ONG da sociedade civil, organizações comunitárias e cidadãos “comprometidos” de que devem fortalecer suas ações de sensibilização, educação e apoio a políticas públicas que promovam a inclusão e a justiça social.

“ A paz duradoura passa pela construção de uma sociedade bem-informada, capaz de resolver seus conflitos de forma pacífica e construtiva”, acrescentou.

“A sociedade civil deve ser a voz da razão, da paz e da solidariedade, sempre em busca de soluções pacíficas para os conflitos”,  concluiu.

Mussa Danso

Por CNEWS

31/03/2025