Greve na Saúde: Liga anota fragilidade do sistema

12/06/2025 em Sociedade

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Greve na Saúde: Liga anota fragilidade do sistema

A Liga Guineense dos Direitos Humanos disse estar preocupada com  ‘as sucessivas vagas de greves que têm afetado de forma crítica os setores sociais críticos da Guiné-Bissau”, nomeadamente a educação, a saúde e a justiça.

Para organização na sua comunicação tornada pública esta quarta-feira, 11 de junho, “a atual paralisação [de 9 a 13 de junho] “as consequências para a população são severas e colocam em risco direitos básicos e essenciais, especialmente para os grupos mais vulneráveis da sociedade”.


“No setor da saúde, a paralisação tem efeitos devastadores. Já marcado por deficiências estruturais e escassez de recursos humanos, o sistema torna-se ainda mais frágil durante as greves”, lê -se.

De acordo com a organização dos direitos humanos “nos serviços de maternidade, há relatos de mulheres grávidas em trabalho de parto que não foram assistidas e tiveram de regressar a casa sem atendimento adequado”.

“Este cenário, em plena época das chuvas — período em que aumentam os casos de malária, cólera e outras doenças sazonais, compromete gravemente o direito à saúde e à vida”, disse.

No setor da educação, de acordo com a Liga Guineense dos Direitos Humanos “já existem problemas estruturais como a falta de professores, precariedade das infraestruturas e insuficiência de materiais pedagógicos, a greve coloca em risco o ano letivo”.

“Vários alunos terão de enfrentar a interrupção do processo de aprendizagem e as suas nefastas consequências, que, ademais, agravam ainda mais os índices de qualidade do ensino no país”, considerou.

Para a organização liderada pelo Bubacar Turé “a paralisação no setor da justiça deixa os cidadãos em situação de extrema vulnerabilidade jurídica, bloqueando o acesso à justiça e contribuindo para o agravamento do clima de impunidade”.

“A ausência de julgamento de casos e de funcionamento dos tribunais compromete a confiança da população no Estado de Direito” , descreveu.


Neste sentido a Direção da Liga Guineense dos Direitos Humanos lança um vibrante apelo ao Governo no sentido de “encetar urgentemente mecanismos de diálogo e negociação com os sindicatos representativos dos setores afetados”.

 A via do diálogo social para organização “é essencial para alcançar soluções duradouras que respeitem os direitos dos trabalhadores sem comprometer o acesso da população a serviços públicos essenciais”.

Por CNEWS

12/06/2025