WANEP-GB descreve a falta de decência na política

16/06/2025 em Direitos Humanos

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WANEP-GB descreve a falta de decência na política

A Rede Oeste Africana para Edificação de Paz (WANEP-GB) disse que que “ha falta de decência política” na Guiné -Bissau e revela ainda que o país  “ vive mergulhado numa tristeza estrutural que parece não ter solução à vista”.

Na sua comunicação tradicional sobre os direitos humanos e a iniciativa de promoção da paz, a organização sub-regional, anota na voz da sua Coordenadora que “as discussões públicas resvalam para o acessório e o ridículo”.

“Alimenta-se o espetáculo, o ruído, e a indignação. Fala-se mais de políticos em pessoa do que dos problemas reais que afligem a sociedade guineense e põe em causa a paz social. E assim se vai a mascarar o essencial”, disse Denise dos Santos Indique a Coordenadora da WANEP-GB, anotando ainda na sua comunicação que “a irresponsabilidade política, traduzida na ausência de um projeto nacional digno desse nome, deu lugar a degradação profunda dos serviços públicos”.

A ativista descreveu “ ausência de visão estratégica, a mã gestão, a falta de ideologia política, destruíram os serviços públicos e como consequência, levou o sistema sanitário em colapso, onde a morte, o sofrimento e a degradação evitável da vida humana se tornaram inevitáveis”, com tese de que “não é preciso recorrer à inquérito para compreender que essa situação destrói vidas e desumaniza a sociedade”.

“Por causa da falência do Estado em garantir serviços  mínimos e de qualidade a quem dele depende, o serviço público, cada vez mais desprezado e esvaziado, degradou-se ao ponto  de ficar destinado apenas aos que não têm alternativa”, observou.

De acordo com Dos Santos Indique “o  problema da Guine-Bissau vai para além da desorçamentação dos serviços básicos”, e disse que isso se trata de “um problema estrutural caraterizada por falta de visão, de prioridades, e de ética na gestão de coisa  pública”.

“ E devido a inercia de um e de outro, não se sabe o que se vive na Guine-Bissau, se é o poder da força ou é a força do poder”, disse a ativista guineense que lembra aos políticos na sua  comunicação  que “a democracia sem exigência torna-se farsa. E a população em geral que o voto sem consciência torna-se um ritual vazio”.

Por CNEWS

16/06/2025